Tecnologia
A sua empresa usa vários sistemas. Mas eles realmente mostram
a mesma operação?
Ter ERP, folhas de cálculo, software de planeamento e outras ferramentas não garante visibilidade operacional. O problema começa quando cada sistema descreve a mesma obra de uma forma diferente.
Por Attemptie
9 min

O problema não é necessariamente falta de tecnologia
Muitas empresas de instalações elétricas já trabalham com diferentes ferramentas digitais.
ERP para custos e compras.
Folhas de cálculo para controlos específicos.
Software de planeamento para cronogramas.
Sistemas de registo de horas.
Relatórios financeiros.
Ferramentas utilizadas pelas equipas de projeto.
À primeira vista, isso pode parecer uma operação bastante digitalizada.
Mas existe uma diferença importante entre ter informação digital e conseguir relacioná-la.
Se cada sistema descreve a mesma obra através de referências, estruturas ou níveis de detalhe diferentes, a gestão continua a ter uma visão fragmentada da operação.
Mais sistemas podem significar mais dados.
Não significam necessariamente mais contexto.

Quando os sistemas não falam a mesma língua
Imagine uma mesma atividade numa obra. No planeamento, ela pode aparecer como:

Todos esses dados podem estar corretos.
O problema é que, para relacioná-los automaticamente, alguém precisa conseguir reconhecer que todos representam partes da mesma realidade operacional.
Quando essa ligação não existe, perguntas aparentemente simples tornam-se difíceis:
• quantas horas foram consumidas nesta atividade?
• que materiais foram comprados para ela?
• quanto já foi executado?
• existe atraso?
• o custo está acima do planeado?
• uma alteração de escopo explica parte do desvio?
A informação existe, mas encontra-se distribuída por diferentes contextos.
Integração técnica não é o mesmo que integração operacional
Dois sistemas podem estar tecnicamente conectados e, ainda assim, não produzir uma visão útil para a gestão.
Mover dados de um sistema para outro é integração técnica.
Relacionar esses dados através do contexto correto é outra coisa.
Para isso, normalmente é necessário estabelecer identidades comuns, como:
• projeto;
• atividade;
• código de custo;
• período;
• equipa ou recurso;
• material;
• evento operacional.
Essas identidades funcionam como pontos de ligação entre fontes diferentes.
Por exemplo:
Horas
+
Atividade
+
Quantidade executada
+
Custo
+
Planeamento
podem começar a responder uma pergunta operacional real:
Estamos a consumir mais horas porque estamos a produzir mais ou porque a produtividade caiu?
Sem esse contexto comum, o dashboard pode estar tecnicamente correto e ainda assim não responder à pergunta que a gestão realmente precisa de fazer.

O problema aparece quando alguém precisa tomar uma decisão
A fragmentação dos sistemas torna-se mais evidente quando surge uma situação fora do esperado.
Por exemplo:
Uma atividade começa a atrasar.
O responsável pelo projeto vê o atraso no planeamento.
Compras sabe que um material chegou quatro dias depois do previsto.
A equipa registou horas adicionais.
Financeiro identifica aumento de custo.
Cada departamento possui uma parte da explicação.
Mas a gestão precisa compreender a relação entre essas partes.

A tecnologia começa a gerar valor quando essas informações deixam de ser analisadas isoladamente e passam a formar uma cadeia operacional.
Quais dados precisam de estar relacionados?
Não é necessário centralizar todos os dados da empresa imediatamente.
O primeiro passo é identificar quais relações são necessárias para responder às decisões prioritárias.

Como a Attemptie pode ajudar
Começamos pelos sistemas e dados que a empresa já utiliza.
Em vez de exigir a substituição imediata de ERP, folhas de cálculo, software de planeamento ou outras ferramentas, estruturamos uma camada comum entre essas fontes.
Essa camada permite relacionar informações através de elementos como projeto, atividade, custo, tempo, recursos e eventos operacionais.
A partir daí, torna-se possível identificar desvios, cruzar sinais entre departamentos e apresentar à gestão uma visão mais consistente da operação.
O objetivo não é adicionar mais um sistema para a equipa alimentar.
É fazer com que os dados que já existem consigam contar uma história operacional mais completa.
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Índice do artigo
1. Executar e aprovar são coisas diferentes
2. O risco começa antes da margem
3. O que a gestão precisa distinguir
4. Quando surge o sinal de atenção
5. Quais dados devem ser relacionados?
6. Como a Attemptie pode ajudar
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